Suor

23 de nov de 2009
Quanto marasmo de vida!
Esse tempo é um sopro da morte
Ardendo entre chamas-fantasmas
E dias de suor eterno
É quando do abismo abrem-se
As portas douradas do inferno

Temporal

Caem do alto
E vertem ao chão
Doem no peito amargo
Gritam na boca em pranto
Soltam seus pós velados
Surtam e vão pro canto
Seguem à margem, usados
E vão atuar com o vento

Estátua

A mão que balança o berço
A mesma que acaricia
A pele, rosa, macia
Do amor não revelado

Este lado, outro lado
E tudo em si resolve-se
E a mão que o berço balança
Toma ao corpo a criança
Que chora, inconsolável