De deixar a folha cair sem olhar
É pensar que tudo passou
Agente só repete a felicidade dos outros
Se você é, o que você quer ser
Tudo que existe foge do clichê
E não há fogo que queime
E não há palavra que destrua
E ainda:
Não há dia que oculte
E suje de branco
O que cresce
No fundo imundo
Do coração
Libertino
Ondinha safada
16 de nov. de 2009A onda no mar
Bate na areia e morre
A onda do mar é a onda
A onda é a onda no mar
Na areia a onda morre
A onda morre na areia
E na areia morre a onda
Morre a onda do mar na areia
Poeminho do amor
Não vivo sem você
Sem você não tem porque
É dormir sem jantar
É tesão sem querer
É exu sem erê
Terezinha
9 de nov. de 2009Sobre a mesa de Tereza
Três pratos porcelanados
Incrivelmente bem lavados
Um redondo
Um quebrado
Um quadrado
E Tereza onde está?
Sentada a morrer no sofá
Profetizando sua imagem
De mulher da antiguidade
Que perveção ela teria?
Gosto de me pertguntar...
Abusava dos doentes,
Antes de mensurar,
A pressão arterial?
A pressão arterial?
Ah! Essa rima ilegal!
Tereza-sofá
Tereza-arterial
Tereza-sexo anal
Dentes
E tocam eternos
Os tambores da espera
É a era, a nova era
Que se aproxima calada
E a sombra congela
E a chuva pára
As pessoas se olham
- O fim?
Não há mais dor
O sofrimento indolor?
Gritem! Gritem!
Gritem de felicidade!
E inicia a maratona
Do desespero acuado
E as pernas são criadas
Sucumbe o mundo à forca
E terereu
8 de nov. de 2009
Somente quem trabalha merece comer
O trabalho para o homem a vida oferece
Honrar o trabalho, ter dignidade
Na Bahia ninguém é digno
Ainda assim lá
Em outubro, mi hermana
Encontrarás
Toda sua triste família suburbana
Sentado na beira-mar
Perto da Axé-Moi
E terereu
Seu pai imbecil trabalhador
Ganha o dinheiro com arder
Do toba na cadeira pra viajar
E torrar, esmigalhar e terereu
Na Bahia seu dinheiro honesto
Cielo azulo ticos mios
Va fan culo, ticos mios
E terereu
O trabalho para o homem a vida oferece
Honrar o trabalho, ter dignidade
Na Bahia ninguém é digno
Ainda assim lá
Em outubro, mi hermana
Encontrarás
Toda sua triste família suburbana
Sentado na beira-mar
Perto da Axé-Moi
E terereu
Seu pai imbecil trabalhador
Ganha o dinheiro com arder
Do toba na cadeira pra viajar
E torrar, esmigalhar e terereu
Na Bahia seu dinheiro honesto
Cielo azulo ticos mios
Va fan culo, ticos mios
E terereu
Orkutismo I
Qualé a diferença meu povo?
Do orkut velho pro orkut novo?
Eu poderia responder...
É quê...
É quê...
O orkut velho "paroud" crescer
"Estagnow"
E você
É!
Você!
Tá quase dando o butão
Pra poder ter
A rodela nova do orkut
No perfil
E perceber
Que continuará a manter
Os mesmos amigos velhos
Ignorantes e burricinha
De sempre
Do orkut velho pro orkut novo?
Eu poderia responder...
É quê...
É quê...
O orkut velho "paroud" crescer
"Estagnow"
E você
É!
Você!
Tá quase dando o butão
Pra poder ter
A rodela nova do orkut
No perfil
E perceber
Que continuará a manter
Os mesmos amigos velhos
Ignorantes e burricinha
De sempre
Noturno II
5 de nov. de 2009
Entre a foto imaginada
No sertão cor de sol quente
Sobe na cama o besouro
Primo-irmão da serpente
Incendeia o pensamento
Com seu cheiro de vingança
Vem devolver a matança
Que eu fiz na sua família
Nos maus tempos de criança
No sertão cor de sol quente
Sobe na cama o besouro
Primo-irmão da serpente
Incendeia o pensamento
Com seu cheiro de vingança
Vem devolver a matança
Que eu fiz na sua família
Nos maus tempos de criança
Poeminha aleatório 41
Ando cansado
Dessa vida de gota
Eu quero enxurrada,
Desgraça muita,
Cansei de desgraça pouca
Dessa vida de gota
Eu quero enxurrada,
Desgraça muita,
Cansei de desgraça pouca
Poeminha 14
Qualquer dito
Mente a verdade
Rente ao que se sente
Sente esse cheiro,
De vida derretendo?
Mente a verdade
Rente ao que se sente
Sente esse cheiro,
De vida derretendo?
Return
Se eu digo e você não diz
O que eu quero que você fale
Muda todo o meu sentimento
E eu volto pro não
Velando seus beijos escuros
Eu sei,
Eu tentei por pouco tempo
E voltei a ser negro
Por mais que você diga
Eu não posso parar
Eu estou de volta
Ao negro amor
Aos dias de dor
E não acaba aí
Eu sou feliz assim
E gosto de ser assim
E as rodas arranhando o asfalto
E eu penso: "Tanto tempo"
Eu voltei!
E olho o vidro embaçado
Pelo quarto fechado de suor
E penso: "Estou de volta ao negro"
O que eu quero que você fale
Muda todo o meu sentimento
E eu volto pro não
Velando seus beijos escuros
Eu sei,
Eu tentei por pouco tempo
E voltei a ser negro
Por mais que você diga
Eu não posso parar
Eu estou de volta
Ao negro amor
Aos dias de dor
E não acaba aí
Eu sou feliz assim
E gosto de ser assim
E as rodas arranhando o asfalto
E eu penso: "Tanto tempo"
Eu voltei!
E olho o vidro embaçado
Pelo quarto fechado de suor
E penso: "Estou de volta ao negro"
Rima nobre II
Ela - a cor anuncia
Flutuando
E o riso descontrolado
Avisando:
"Ela chegou!"
É o que se sabe...
De não vê-la
Só resta
A saudade.
Flutuando
E o riso descontrolado
Avisando:
"Ela chegou!"
É o que se sabe...
De não vê-la
Só resta
A saudade.
Rima nobre
Tudo bem?
O que é
Que tem?
Meu bem?
Hein?
Não finja...
Você é ninja!
Eu sei...
Provei!
E não
Enjoei
Ei!
Olha lá
Deve ser
Agente vindo
E indo...
De mãos dadas...
Atadas!
Suadas,
De beijar
E ser feliz
O que sobra
Disso
É o que
Ninguém
Diz
O que é
Que tem?
Meu bem?
Hein?
Não finja...
Você é ninja!
Eu sei...
Provei!
E não
Enjoei
Ei!
Olha lá
Deve ser
Agente vindo
E indo...
De mãos dadas...
Atadas!
Suadas,
De beijar
E ser feliz
O que sobra
Disso
É o que
Ninguém
Diz
Noturno I
4 de nov. de 2009
De quem será
A mão
Esquerda
Que empurra
O berço
Na escuridão?
Não deixo
Aberta
A porta
Fecho
A janela
Bem!
E durmo
Quietinha
Não acordo
Ninguém...
A mão
Esquerda
Que empurra
O berço
Na escuridão?
Não deixo
Aberta
A porta
Fecho
A janela
Bem!
E durmo
Quietinha
Não acordo
Ninguém...
Poeminha 18 (anos)
O sorvete
Doce pela boca
Tem gosto
De barulho
De carroça
Mas é azul
Pra vista
Que gosta
Ice blue!
Desce gelado
Na goela
E sai
No roxo
Do cu
Doce pela boca
Tem gosto
De barulho
De carroça
Mas é azul
Pra vista
Que gosta
Ice blue!
Desce gelado
Na goela
E sai
No roxo
Do cu
Parquinho
Quadrado de crianças
Brincando de peteca
A nuvem se anuncia, carregada
Ouve-se o borbulhar
Da escovinha da empregada
O dia se umedece
E a chuva acelera e desce
Cai-caindo num toró
Desabando o céu todinho
Sem dó
Brincando de peteca
A nuvem se anuncia, carregada
Ouve-se o borbulhar
Da escovinha da empregada
O dia se umedece
E a chuva acelera e desce
Cai-caindo num toró
Desabando o céu todinho
Sem dó
Da dor que a escrita dá
Na fase do não escrevo
A mão torna-se pesada
O estilo perde o fio
E a folha, a meada
O que antes era leve
Engrossa-se e desafina
E o poema que era fácil
Sublima.
O que antes era claro, turva
O que fora clarão, anuvia
E outra vez pousa a mão sobre a mesa
A falta de formas
Torna-se então
Leveza.
Com Thatyellen*
A mão torna-se pesada
O estilo perde o fio
E a folha, a meada
O que antes era leve
Engrossa-se e desafina
E o poema que era fácil
Sublima.
O que antes era claro, turva
O que fora clarão, anuvia
E outra vez pousa a mão sobre a mesa
A falta de formas
Torna-se então
Leveza.
Com Thatyellen*
Passado
Tudo, tudo passa:
A noite desesperada
A morte da filha amada
A casa incendiada,
Pela burrice da empregada
O dia da ira mortal
A multa por ultrapassar
O sinal daquele corte
A falta noturna de amor
O dissabor do beijo
Dado sem desejo
A noite desesperada
A morte da filha amada
A casa incendiada,
Pela burrice da empregada
O dia da ira mortal
A multa por ultrapassar
O sinal daquele corte
A falta noturna de amor
O dissabor do beijo
Dado sem desejo
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