O que tem no fim da pista?
Uma ruiva peladona?
Um CD inédito
Da Madonna?
O que tem no fim da pista?
A vida eterna num vidro?
Um susurro, um gemido?,
O Elvis Presley perdido?
No fim da pista tem um cemitério
De estrelas colossais caídas.
Uma mesa sem mistério
Sem cosmos dando a partida...
O fim da pista ela avista
Se na mão tem um cigarro
Rock no som do carro
Os cabelos livres na estrada
Ela mira o infinito
Acelera forte e bate
Capota bonito!
E o vento leva
As chaves de casa...
Leveza
E quando tudo pesa?
É o encotro das coisas?
Que se acumulam sólidas?
O fim de um ciclo?
Assim sem sentido?
Quando o fim se aproxima, pesa?
Pesa a dor doída na alma?
A dor pelo o que foi perdido?
Sem ser sabido o que era?
Seria a areia mórbida dos domingos?
Da morte no verão seco?
Da música sem melodia?
Do barulho da água no fundo do poço?
Pesa a vida lerda que passa?
Pesa a noite que trás o frio?
Pesa a dor do tapa?
O vazio?
É o encotro das coisas?
Que se acumulam sólidas?
O fim de um ciclo?
Assim sem sentido?
Quando o fim se aproxima, pesa?
Pesa a dor doída na alma?
A dor pelo o que foi perdido?
Sem ser sabido o que era?
Seria a areia mórbida dos domingos?
Da morte no verão seco?
Da música sem melodia?
Do barulho da água no fundo do poço?
Pesa a vida lerda que passa?
Pesa a noite que trás o frio?
Pesa a dor do tapa?
O vazio?
Suor
23 de nov. de 2009
Quanto marasmo de vida!
Esse tempo é um sopro da morte
Ardendo entre chamas-fantasmas
E dias de suor eterno
É quando do abismo abrem-se
As portas douradas do inferno
Esse tempo é um sopro da morte
Ardendo entre chamas-fantasmas
E dias de suor eterno
É quando do abismo abrem-se
As portas douradas do inferno
Temporal
Caem do alto
E vertem ao chão
Doem no peito amargo
Gritam na boca em pranto
Soltam seus pós velados
Surtam e vão pro canto
Seguem à margem, usados
E vão atuar com o vento
E vertem ao chão
Doem no peito amargo
Gritam na boca em pranto
Soltam seus pós velados
Surtam e vão pro canto
Seguem à margem, usados
E vão atuar com o vento
Estátua
A mão que balança o berço
A mesma que acaricia
A pele, rosa, macia
Do amor não revelado
Este lado, outro lado
E tudo em si resolve-se
E a mão que o berço balança
Toma ao corpo a criança
Que chora, inconsolável
A mesma que acaricia
A pele, rosa, macia
Do amor não revelado
Este lado, outro lado
E tudo em si resolve-se
E a mão que o berço balança
Toma ao corpo a criança
Que chora, inconsolável
Ver
20 de nov. de 2009Vi a verdade se pintar de verde
E avermelhar-se de encanto
No início perdi o traquejo
No fim de tudo afoguei-me em canto
Viagem
O dia colore e se demora
É na noite o desencontro
Das letras e do fim dos pontos
Dos martelos e risadas fáceis
O impasse se coloca inteiro
Tem nariz enorme e boceja
- É o sono que me toma a vida, diz, e se cala...
- É o sono que me toma a vida, diz, e se cala...
A janela pinta-se de azul
E os ditos perdem o encanto
E os ditos perdem o encanto
Se discordo faz-se logo um pranto
E se encerra outra bateria
De nomes falhos, trocados
E de bocas tortas, vazias
Refrão
Da cabeça a lama desce
E escorre pelo corpo
É pouco e parece pouco
Sem gosto, sem nenhum gosto
E escorre pelo corpo
É pouco e parece pouco
Sem gosto, sem nenhum gosto
Prece
19 de nov. de 2009E em tentar fazer meu caminho
Aparece uma Prece sem ninho
Voando sobre o capím verde
É cedo pra ave acordar serelepe
E tarde pra procurar seu filhote
Terá ele morrido na tempestade?
Ou torturado por um raio de choque?
O que será da Prece, ave que sabe voar
E ainda assim cresce e padece
Não consegue descansar...
Sempre que do ninho desce
O nicho abre e vem bicho predar
Cão
Os amigos
Esses queridos
A nos rodiar
Sabem onde estamos
Pra onde vamos
De onde viemos
Só esquecem
De avisar
Esses queridos
A nos rodiar
Sabem onde estamos
Pra onde vamos
De onde viemos
Só esquecem
De avisar
A Frente
18 de nov. de 2009
De deixar a folha cair sem olhar
É pensar que tudo passou
Agente só repete a felicidade dos outros
Se você é, o que você quer ser
Tudo que existe foge do clichê
E não há fogo que queime
E não há palavra que destrua
E ainda:
Não há dia que oculte
E suje de branco
O que cresce
No fundo imundo
Do coração
Libertino
É pensar que tudo passou
Agente só repete a felicidade dos outros
Se você é, o que você quer ser
Tudo que existe foge do clichê
E não há fogo que queime
E não há palavra que destrua
E ainda:
Não há dia que oculte
E suje de branco
O que cresce
No fundo imundo
Do coração
Libertino
Ondinha safada
16 de nov. de 2009A onda no mar
Bate na areia e morre
A onda do mar é a onda
A onda é a onda no mar
Na areia a onda morre
A onda morre na areia
E na areia morre a onda
Morre a onda do mar na areia
Poeminho do amor
Não vivo sem você
Sem você não tem porque
É dormir sem jantar
É tesão sem querer
É exu sem erê
Terezinha
9 de nov. de 2009Sobre a mesa de Tereza
Três pratos porcelanados
Incrivelmente bem lavados
Um redondo
Um quebrado
Um quadrado
E Tereza onde está?
Sentada a morrer no sofá
Profetizando sua imagem
De mulher da antiguidade
Que perveção ela teria?
Gosto de me pertguntar...
Abusava dos doentes,
Antes de mensurar,
A pressão arterial?
A pressão arterial?
Ah! Essa rima ilegal!
Tereza-sofá
Tereza-arterial
Tereza-sexo anal
Dentes
E tocam eternos
Os tambores da espera
É a era, a nova era
Que se aproxima calada
E a sombra congela
E a chuva pára
As pessoas se olham
- O fim?
Não há mais dor
O sofrimento indolor?
Gritem! Gritem!
Gritem de felicidade!
E inicia a maratona
Do desespero acuado
E as pernas são criadas
Sucumbe o mundo à forca
E terereu
8 de nov. de 2009
Somente quem trabalha merece comer
O trabalho para o homem a vida oferece
Honrar o trabalho, ter dignidade
Na Bahia ninguém é digno
Ainda assim lá
Em outubro, mi hermana
Encontrarás
Toda sua triste família suburbana
Sentado na beira-mar
Perto da Axé-Moi
E terereu
Seu pai imbecil trabalhador
Ganha o dinheiro com arder
Do toba na cadeira pra viajar
E torrar, esmigalhar e terereu
Na Bahia seu dinheiro honesto
Cielo azulo ticos mios
Va fan culo, ticos mios
E terereu
O trabalho para o homem a vida oferece
Honrar o trabalho, ter dignidade
Na Bahia ninguém é digno
Ainda assim lá
Em outubro, mi hermana
Encontrarás
Toda sua triste família suburbana
Sentado na beira-mar
Perto da Axé-Moi
E terereu
Seu pai imbecil trabalhador
Ganha o dinheiro com arder
Do toba na cadeira pra viajar
E torrar, esmigalhar e terereu
Na Bahia seu dinheiro honesto
Cielo azulo ticos mios
Va fan culo, ticos mios
E terereu
Orkutismo I
Qualé a diferença meu povo?
Do orkut velho pro orkut novo?
Eu poderia responder...
É quê...
É quê...
O orkut velho "paroud" crescer
"Estagnow"
E você
É!
Você!
Tá quase dando o butão
Pra poder ter
A rodela nova do orkut
No perfil
E perceber
Que continuará a manter
Os mesmos amigos velhos
Ignorantes e burricinha
De sempre
Do orkut velho pro orkut novo?
Eu poderia responder...
É quê...
É quê...
O orkut velho "paroud" crescer
"Estagnow"
E você
É!
Você!
Tá quase dando o butão
Pra poder ter
A rodela nova do orkut
No perfil
E perceber
Que continuará a manter
Os mesmos amigos velhos
Ignorantes e burricinha
De sempre
Noturno II
5 de nov. de 2009
Entre a foto imaginada
No sertão cor de sol quente
Sobe na cama o besouro
Primo-irmão da serpente
Incendeia o pensamento
Com seu cheiro de vingança
Vem devolver a matança
Que eu fiz na sua família
Nos maus tempos de criança
No sertão cor de sol quente
Sobe na cama o besouro
Primo-irmão da serpente
Incendeia o pensamento
Com seu cheiro de vingança
Vem devolver a matança
Que eu fiz na sua família
Nos maus tempos de criança
Poeminha aleatório 41
Ando cansado
Dessa vida de gota
Eu quero enxurrada,
Desgraça muita,
Cansei de desgraça pouca
Dessa vida de gota
Eu quero enxurrada,
Desgraça muita,
Cansei de desgraça pouca
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