Natal, sempre a mesma coisa de sempre.
Só muda a namorada do primo.
Poeminho meta
Da letra marcada na folha
Da palavra trivial, colada, morta,
Pulsa a luz impenetrável.
E da mente semi-aberta
Saltam as fibras da cor.
Da palavra trivial, colada, morta,
Pulsa a luz impenetrável.
E da mente semi-aberta
Saltam as fibras da cor.
A sorte da gota no escuro.
A gota no escuro lamenta sua sorte. Tão próxima do limbo, primo-irmão da morte. Sôfrega sente e camufla sua dor miserável. É afável o destino que a cerca, a faz secar, ser mancha. Sem cor, sem vida.
Sombra
Achasse que fosse o que era.
“Um intelectual de merda?”
Que seja o que era sem achar que era (ou que fosse).
“Um intelectual de merda?”
Independente do que era, que exteriorizasse.
“Exteriorizar a intelectualidade?”
A merda mesmo!
“Um intelectual de merda?”
Que seja o que era sem achar que era (ou que fosse).
“Um intelectual de merda?”
Independente do que era, que exteriorizasse.
“Exteriorizar a intelectualidade?”
A merda mesmo!
Carona
Andei a pé
Até onde deu
Agora pego carona
Pra apressar o passo
Um dia eu baixo.
Levo um mundo em meu umbigo
É divertido ser egoísta
Carregar em si um “tudo”
Mesmo que seja pouco.
O pouco que em mim levo
É muito pros seus cílios
É fibra morta, eu sei
Mas é fibra minha, fibra solitária.
Um dia eu canso e paro
Chamo isso de morte.
Até onde deu
Agora pego carona
Pra apressar o passo
Um dia eu baixo.
Levo um mundo em meu umbigo
É divertido ser egoísta
Carregar em si um “tudo”
Mesmo que seja pouco.
O pouco que em mim levo
É muito pros seus cílios
É fibra morta, eu sei
Mas é fibra minha, fibra solitária.
Um dia eu canso e paro
Chamo isso de morte.
Todo mundo ri
24 de dez. de 2009
Tem Caetano, todo mundo gosta.
Quando cai, todo mundo ri.
E tem Tom Zé, apoteose virtuosa.
Estrondo de espuma transcendente;
Tom Zé que ninguém conhece
Quanto inventismo!, todo mundo ri.
Quando cai, todo mundo ri.
E tem Tom Zé, apoteose virtuosa.
Estrondo de espuma transcendente;
Tom Zé que ninguém conhece
Quanto inventismo!, todo mundo ri.
Intolerância
18 de dez. de 2009
Veste esse casaco, menino
Que o vento vai congelar
Anda nevando tijolo
E o calor tá de matar
Suando pra variar, digo:
Terra boa é essa nossa!
Dá pra se colonizar;
Viver de agricultura e corte.
Querendo, aqui tudo dá:
A cabra pro cabrito,
A gamboa pro gambá
Tem até quem come égua
Mas larga isso pra lá.
Que o vento vai congelar
Anda nevando tijolo
E o calor tá de matar
Suando pra variar, digo:
Terra boa é essa nossa!
Dá pra se colonizar;
Viver de agricultura e corte.
Querendo, aqui tudo dá:
A cabra pro cabrito,
A gamboa pro gambá
Tem até quem come égua
Mas larga isso pra lá.
1920 - Entre Dezembro e a Eternidade.
Era entre dezembro e a eternidade, e no meio de tudo um ponto. E o ponto se movia e sumia no escuro. E era alto e feio o muro. Não tinha cor... Tinha cheiro de vida besta. "E atrás do muro o que tinha?". Tinha tanta coisa que hoje não tem mais... Hoje é a dor e o desespero. O ponto é apenas raro limite entre opostos. Opostos que quase se misturam. Que de longe parecem juntos, de perto a dicotomia vence. "E se chega a escolha?". A escolha é lúdica e breve. É só olhar pra trás e imaginar o ponto se movendo; ele não tem lugar pra si, pra se encontrar. Não deve fazer sentido. E eu não quero que faça. Volto ao que foi e ao que era... Por mais que pareça loucura, sadismo. Quero qualquer bobagem. “E o tempo?”. O tempo é o pai de tudo. O tempo agradece a dádiva. E tudo se acostuma novamente ao comum - é fácil. As crianças continuam chorando e sorrindo por doces; continuam andando em seus crocodilos...
Las nalgas
16 de dez. de 2009
As bundas das mulheres
Que se movem se movem se movem
Carregam na barriga as crianças
E as crianças não se pode ver
E as crianças não se pode ver
Que se movem se movem se movem
Carregam na barriga as crianças
E as crianças não se pode ver
E as crianças não se pode ver
Bom dia, Tia
15 de dez. de 2009Biofrases Return
Vejo no espelhar do teu olho a magnificiência
múltipla
dos meus músculos hipertrofiados.
dos meus músculos hipertrofiados.
No hospital a morte
veste branco.
O atleta corre a maratona,
O atleta corre a maratona,
meu sofá se cansa.
Sobe a saia da menina
Sobe a saia da menina
e a adrenalina.
Bater-cabeça não faz mal
com plasticidade neuronal.
Se a síncope é por mim, quem será contra?
Se a síncope é por mim, quem será contra?
Um motivo?
14 de dez. de 2009
Ela corria nua pela rua - assim sem sentido. Não pensava nos carros que passavam tão perto. Nem no suor que (es) corria na ponta dos dedos. Não olhava para frente, não fingia que era normal correr pelada pela rua; só corria. Correu até cansou. Pediu e pegou uma carona: voltou pra casa. O motorista do carro não questionou sua nudez. Não reparou nos mamilos excitados... Ela foi deixada na porta de casa.
Morreu 40 anos depois de picada de cobra. A cobra não tinha veneno. Eis o motivo da história.
Morreu 40 anos depois de picada de cobra. A cobra não tinha veneno. Eis o motivo da história.
Chuvinha.
A chuva caiu na calha;
Ninguém ouviu.
Só escutei o barulho da chuva
Quando a calha entupiu.
Vigilância.
Da janela ele olha
Ele olha e não vê
Não vê o que deveria, a meu ver.
E no sofá se esconde,
E de casa não sai,
É medo de ir aonde
O olho da mãe não vai.
Como seria ficar?
Ficar de permanecer...
Sempre se pensa em ir
E voltar.
Ficar na janela eterna,
Esquentar o sofá,
Repetir o que a mãe ensina:
"É prohibido viver!,
É permitido estar.”
Ele olha e não vê
Não vê o que deveria, a meu ver.
E no sofá se esconde,
E de casa não sai,
É medo de ir aonde
O olho da mãe não vai.
Como seria ficar?
Ficar de permanecer...
Sempre se pensa em ir
E voltar.
Ficar na janela eterna,
Esquentar o sofá,
Repetir o que a mãe ensina:
"É prohibido viver!,
É permitido estar.”
O fim é o verbo.
Programar.
Assuntar.
Resolver.
Mudar.
Propor.
Marcar.
E essa vida infinitiva,
Em eterna descontinuidade.
De verbos em "novelar, novelar, novelar."
Meu verbo preferido é viver.
Assuntar.
Resolver.
Mudar.
Propor.
Marcar.
E essa vida infinitiva,
Em eterna descontinuidade.
De verbos em "novelar, novelar, novelar."
Meu verbo preferido é viver.
Ausência.
13 de dez. de 2009
Um dia de manhã
E batem as portas.
Eles não ligam...
Se eu fui a igreja
Era brincadeira.
Perdido...
Passos e passos inúteis
Eu me sinto forte
Pra dentro.
E não tem palavra,
Que me faça ficar:
"Volte a ser o que era..."
Vivo entre os portões
Um leva pra casa
O outro leva pra vida.
E batem as portas.
Eles não ligam...
Se eu fui a igreja
Era brincadeira.
Perdido...
Passos e passos inúteis
Eu me sinto forte
Pra dentro.
E não tem palavra,
Que me faça ficar:
"Volte a ser o que era..."
Vivo entre os portões
Um leva pra casa
O outro leva pra vida.
Sol-dade
Ah!, saudade que assola
Despedaça-me o dia
Fica um tempo e vai embora
Não demora e (re) torna
Cada volta mais doída.
Despedaça-me o dia
Fica um tempo e vai embora
Não demora e (re) torna
Cada volta mais doída.
Café
11 de dez. de 2009De manhã
Pra variá:
Café
De tarde
Pra completá:
Café
De noite
Pra não dormí:
Café
De madru
Pra acordá:
Café
No intervalo
Das re
Layout novo, vida nova, mesmos escritos de sempre
10 de dez. de 2009
Nada como o bom e velho casaco marrom emprestado de um bom e velho amigo.
Janaína na bandeja
9 de dez. de 2009
Cada um, samba a nota
A nota oferecida
Na bandeja com ou sem
Bebida
Na bandeja com ou sem
Não vale a pena sambar
Se o batuque não é bom
É melhor ajoelhar, rezar
Pressa zica passar
Pega a cadeira, Janaína
E passa pra lá
Põe a cadeira no canto
E sem canto
Vá se sentar
Põe a cadeira no canto
E sem encanto
Vá se sentar
Põe essa cadeira no canto
E aos prantos
Vá se sentar
Rapa pra lá
Esse samba não compensa
Até essa zica passar
Deixa o garçom voltar
Vou pedir uma bebida
Pra gente se animar
Vou pedir uma bebida
Com ou sem medida
Na bandeja com ou sem
Na bandeja com ou sem
A nota oferecida
Na bandeja com ou sem
Bebida
Na bandeja com ou sem
Não vale a pena sambar
Se o batuque não é bom
É melhor ajoelhar, rezar
Pressa zica passar
Pega a cadeira, Janaína
E passa pra lá
Põe a cadeira no canto
E sem canto
Vá se sentar
Põe a cadeira no canto
E sem encanto
Vá se sentar
Põe essa cadeira no canto
E aos prantos
Vá se sentar
Rapa pra lá
Esse samba não compensa
Até essa zica passar
Deixa o garçom voltar
Vou pedir uma bebida
Pra gente se animar
Vou pedir uma bebida
Com ou sem medida
Na bandeja com ou sem
Na bandeja com ou sem
...
A pergunta que perturba é: como controlar a dormência da consciência que de dentro de nós avança? Como se dormíssemos pro mundo e só existíssemos pra dentro. Um dentro superficial. Longe do fundo e perto da tampa. Existir é fácil, difícil é sentir a existência. Ser consciente dos "eventos" que são percebidos pelos sentidos não é complicado. Mas os sentidos são exatos? Os sentidos são falhos!, como falha é a consciência. Fadados à fabilidade. Fadados ao desespero da tampa longe do fundo. Ao desespero na ponta do abismo; ao desespero que não enlouquece, mas atormenta. É como carregar a dor da perda e nunca descobrir o que foi perdido. É um problema sem solução. E sem solução não há problema. Pela metade: A existência, a consciência, os sentidos, a verdade... Vivemos pela metade, sentimos pela metade, somos a metade - que não é parte nem todo. Existimos no limite. No limite do meio termo.
Beijinhos
8 de dez. de 2009Beijinhos coloridos,
Voadores, mágicos
Que flutuam,
E correm assustados,
Ao som da gargalhada;
"É a bruxa, é a bruxa"
E os beijinhos se escondem
E não aparecem mais...
O mundo então entristece
E o amor desaparece
"E tale coisa" e "coisa e tale"
Para o campo!
Próximo ao campo desejo estar
Para das bestas selvagens me rodear
E das bestas urbanas me afastar
Para das bestas selvagens me rodear
E das bestas urbanas me afastar
Bum!
7 de dez. de 2009
Eu quero um encanamento novo
Que canalize a intensidade
Dos meus quase-sentimentos noturnos
Tão fortes e tão fulgazes
Que canalize a intensidade
Dos meus quase-sentimentos noturnos
Tão fortes e tão fulgazes
Para o sangue sobre o chão
O sonho da menina correndo sem fita no cabelo
Rompido quando abrem à porta e chamam, chamam
E eu atendo o telefone, sem café, sem alegria
Só o gosto de sangue que sobrou do sonho
Eu sou o que sobrou dos meus sonhos
E eles foram tantos, tantos que eu esqueci quase todos
E eu era muito, tanto e transbordava
Era prato cheio de coisa boa
Era uma explosão de areia no centro da cidade
Todo mundo me via e eu queria assim
Mas sempre acordava e só sobravam migalhas
E migalhas são coisas poucas, de menos, são falta...
Nem precisam de prato, cabem mesmo na mão
Rompido quando abrem à porta e chamam, chamam
E eu atendo o telefone, sem café, sem alegria
Só o gosto de sangue que sobrou do sonho
Eu sou o que sobrou dos meus sonhos
E eles foram tantos, tantos que eu esqueci quase todos
E eu era muito, tanto e transbordava
Era prato cheio de coisa boa
Era uma explosão de areia no centro da cidade
Todo mundo me via e eu queria assim
Mas sempre acordava e só sobravam migalhas
E migalhas são coisas poucas, de menos, são falta...
Nem precisam de prato, cabem mesmo na mão
Uma Porta
Tem um olho
E o olho abre
Tem uma boca
Que se abre toda
Na frente da casa
Tem uma porta
Que está fechada
Nunca foi aberta
Quem a colocou ali
Saiu pelos fundos
E o olho abre
Tem uma boca
Que se abre toda
Na frente da casa
Tem uma porta
Que está fechada
Nunca foi aberta
Quem a colocou ali
Saiu pelos fundos
Tem doce
2 de dez. de 2009
A janela fecha e abre
A escada sobe e desce
Quem tem cadeira remexe
Quem não tem fica quadrado
Lá na Laje tem gingado
Tem churrasco e tem a Nega
Se escorrega na ladeira
Só sossega aqui em baixo
Na cozinha tem um tacho
No tacho tem doce, doce
A escada sobe e desce
Quem tem cadeira remexe
Quem não tem fica quadrado
Lá na Laje tem gingado
Tem churrasco e tem a Nega
Se escorrega na ladeira
Só sossega aqui em baixo
Na cozinha tem um tacho
No tacho tem doce, doce
A casa da rua da festa
1 de dez. de 2009De cada vontade
A diversão que ela vale
O grito na festa, é o grito
É a festa, é a fresta do grito
Que ecoa na rua
Na rua da casa da festa
E a fresta ilumina a rua escura
A luz da fresta ilumina
A diversão à vontade
É tarde, se sabe
E cabe ao dia
Acabe a noite
E a festa da casa da rua
Que a fresta ilumina
Perpetua
A raça perpetua
Um, dois, três e sempre.
30 de nov. de 2009
Um verso:
Só...
Dois:
Hum!
Hum...
Três versos:
Infinito...
Sempre...
Tanto...
O infinito basta a si mesmo.
Só...
Dois:
Hum!
Hum...
Três versos:
Infinito...
Sempre...
Tanto...
O infinito basta a si mesmo.
Título? [2]
O que seria o indeciso?
Um retrato torto do narciso?
Uma mistura de grito com sorriso?
Um cisco no mamilo?
Um grilo sem volume?
Um pasto sem estrume?
Acho que não!
Indeciso é quem sofre de indecisão...
Um retrato torto do narciso?
Uma mistura de grito com sorriso?
Um cisco no mamilo?
Um grilo sem volume?
Um pasto sem estrume?
Acho que não!
Indeciso é quem sofre de indecisão...
Título?
Que preguiça!, dos poemas...
Emas-emas-emas
Que preguiças!, dos poetas...
E das rimas?!
Que chatice!
Sem preguiça da Alice...
E do Alpiste!
E do muro pintado de preto!
E das velhas no ponto de ônibus!,
São só enfermidades...
Ah!, chega dar saudade
Essas velhinhas são tão bonitinhas,
E as tetas então?
OH! Que escuridão...
Emas-emas-emas
Que preguiças!, dos poetas...
E das rimas?!
Que chatice!
Sem preguiça da Alice...
E do Alpiste!
E do muro pintado de preto!
E das velhas no ponto de ônibus!,
São só enfermidades...
Ah!, chega dar saudade
Essas velhinhas são tão bonitinhas,
E as tetas então?
OH! Que escuridão...
Dez dias sem Tereza
28 de nov. de 2009Na mesa ela se senta
E em sua mente sente ser
Tereza novamente,
Tereza é de um jeito
Que ninguém consegue ser
Ela mente de repente, e
Eu nunca irei saber.
E na mesa com Tereza
O dia inteiro se vai...
Aonde vai Tereza
A vida ela atrái
Dez dias sem Tereza
São dez dias demais
Eventos
27 de nov. de 2009
A memória é objeto
De um evento ocorrido
Pode vir da torneira que pinga
Ou do pingo da consciência que resta
.
A memória é criada, procria e se estabelece
Quando se precisa ela desce...
Do pedestal da saudade.
De onde vem a lembrança
Daquilo que ocorreu
No meu sonho de criança?
Ela existe e machuca;
Desespera e avança...
Eram as agulhas, me lembro
Vindo de todos os lados
Um quarto branco e quadrado
Com linhas em novelar eterno
Ao redor de tudo um lago,
Um amanhacer e o inferno.
De um evento ocorrido
Pode vir da torneira que pinga
Ou do pingo da consciência que resta
.
A memória é criada, procria e se estabelece
Quando se precisa ela desce...
Do pedestal da saudade.
De onde vem a lembrança
Daquilo que ocorreu
No meu sonho de criança?
Ela existe e machuca;
Desespera e avança...
Eram as agulhas, me lembro
Vindo de todos os lados
Um quarto branco e quadrado
Com linhas em novelar eterno
Ao redor de tudo um lago,
Um amanhacer e o inferno.
Urso
José gosta de mel
Sapateia de tristeza
Quando seu cigarro acaba
Vai-se junto a beleza
Sua mãe quando menina
Deixou a sopa na mesa
E morreu...
José sobreviveu;
E nem você, muito menos eu
Iremos entender
O problema do porque
Do José
Não gostar de sopa
Sapateia de tristeza
Quando seu cigarro acaba
Vai-se junto a beleza
Sua mãe quando menina
Deixou a sopa na mesa
E morreu...
José sobreviveu;
E nem você, muito menos eu
Iremos entender
O problema do porque
Do José
Não gostar de sopa
A parte
A parte interessante
É a parte que releva
Responde com silêncio
Apaga.
A parte que morde.
Que vai embora cedo...
A parte que leva os pedaços,
Guardados dentro de si.
Que não fala que ganhou
Um anel de diamantes.
A parte que de mim esconde.
E que o todo sente calada.
A parte interessante,
Vive antes da fala.
É a parte que releva
Responde com silêncio
Apaga.
A parte que morde.
Que vai embora cedo...
A parte que leva os pedaços,
Guardados dentro de si.
Que não fala que ganhou
Um anel de diamantes.
A parte que de mim esconde.
E que o todo sente calada.
A parte interessante,
Vive antes da fala.
Curva
25 de nov. de 2009
O que tem no fim da pista?
Uma ruiva peladona?
Um CD inédito
Da Madonna?
O que tem no fim da pista?
A vida eterna num vidro?
Um susurro, um gemido?,
O Elvis Presley perdido?
No fim da pista tem um cemitério
De estrelas colossais caídas.
Uma mesa sem mistério
Sem cosmos dando a partida...
O fim da pista ela avista
Se na mão tem um cigarro
Rock no som do carro
Os cabelos livres na estrada
Ela mira o infinito
Acelera forte e bate
Capota bonito!
E o vento leva
As chaves de casa...
Uma ruiva peladona?
Um CD inédito
Da Madonna?
O que tem no fim da pista?
A vida eterna num vidro?
Um susurro, um gemido?,
O Elvis Presley perdido?
No fim da pista tem um cemitério
De estrelas colossais caídas.
Uma mesa sem mistério
Sem cosmos dando a partida...
O fim da pista ela avista
Se na mão tem um cigarro
Rock no som do carro
Os cabelos livres na estrada
Ela mira o infinito
Acelera forte e bate
Capota bonito!
E o vento leva
As chaves de casa...
Leveza
E quando tudo pesa?
É o encotro das coisas?
Que se acumulam sólidas?
O fim de um ciclo?
Assim sem sentido?
Quando o fim se aproxima, pesa?
Pesa a dor doída na alma?
A dor pelo o que foi perdido?
Sem ser sabido o que era?
Seria a areia mórbida dos domingos?
Da morte no verão seco?
Da música sem melodia?
Do barulho da água no fundo do poço?
Pesa a vida lerda que passa?
Pesa a noite que trás o frio?
Pesa a dor do tapa?
O vazio?
É o encotro das coisas?
Que se acumulam sólidas?
O fim de um ciclo?
Assim sem sentido?
Quando o fim se aproxima, pesa?
Pesa a dor doída na alma?
A dor pelo o que foi perdido?
Sem ser sabido o que era?
Seria a areia mórbida dos domingos?
Da morte no verão seco?
Da música sem melodia?
Do barulho da água no fundo do poço?
Pesa a vida lerda que passa?
Pesa a noite que trás o frio?
Pesa a dor do tapa?
O vazio?
Suor
23 de nov. de 2009
Quanto marasmo de vida!
Esse tempo é um sopro da morte
Ardendo entre chamas-fantasmas
E dias de suor eterno
É quando do abismo abrem-se
As portas douradas do inferno
Esse tempo é um sopro da morte
Ardendo entre chamas-fantasmas
E dias de suor eterno
É quando do abismo abrem-se
As portas douradas do inferno
Temporal
Caem do alto
E vertem ao chão
Doem no peito amargo
Gritam na boca em pranto
Soltam seus pós velados
Surtam e vão pro canto
Seguem à margem, usados
E vão atuar com o vento
E vertem ao chão
Doem no peito amargo
Gritam na boca em pranto
Soltam seus pós velados
Surtam e vão pro canto
Seguem à margem, usados
E vão atuar com o vento
Estátua
A mão que balança o berço
A mesma que acaricia
A pele, rosa, macia
Do amor não revelado
Este lado, outro lado
E tudo em si resolve-se
E a mão que o berço balança
Toma ao corpo a criança
Que chora, inconsolável
A mesma que acaricia
A pele, rosa, macia
Do amor não revelado
Este lado, outro lado
E tudo em si resolve-se
E a mão que o berço balança
Toma ao corpo a criança
Que chora, inconsolável
Ver
20 de nov. de 2009Vi a verdade se pintar de verde
E avermelhar-se de encanto
No início perdi o traquejo
No fim de tudo afoguei-me em canto
Viagem
O dia colore e se demora
É na noite o desencontro
Das letras e do fim dos pontos
Dos martelos e risadas fáceis
O impasse se coloca inteiro
Tem nariz enorme e boceja
- É o sono que me toma a vida, diz, e se cala...
- É o sono que me toma a vida, diz, e se cala...
A janela pinta-se de azul
E os ditos perdem o encanto
E os ditos perdem o encanto
Se discordo faz-se logo um pranto
E se encerra outra bateria
De nomes falhos, trocados
E de bocas tortas, vazias
Refrão
Da cabeça a lama desce
E escorre pelo corpo
É pouco e parece pouco
Sem gosto, sem nenhum gosto
E escorre pelo corpo
É pouco e parece pouco
Sem gosto, sem nenhum gosto
Prece
19 de nov. de 2009E em tentar fazer meu caminho
Aparece uma Prece sem ninho
Voando sobre o capím verde
É cedo pra ave acordar serelepe
E tarde pra procurar seu filhote
Terá ele morrido na tempestade?
Ou torturado por um raio de choque?
O que será da Prece, ave que sabe voar
E ainda assim cresce e padece
Não consegue descansar...
Sempre que do ninho desce
O nicho abre e vem bicho predar
Cão
Os amigos
Esses queridos
A nos rodiar
Sabem onde estamos
Pra onde vamos
De onde viemos
Só esquecem
De avisar
Esses queridos
A nos rodiar
Sabem onde estamos
Pra onde vamos
De onde viemos
Só esquecem
De avisar
A Frente
18 de nov. de 2009
De deixar a folha cair sem olhar
É pensar que tudo passou
Agente só repete a felicidade dos outros
Se você é, o que você quer ser
Tudo que existe foge do clichê
E não há fogo que queime
E não há palavra que destrua
E ainda:
Não há dia que oculte
E suje de branco
O que cresce
No fundo imundo
Do coração
Libertino
É pensar que tudo passou
Agente só repete a felicidade dos outros
Se você é, o que você quer ser
Tudo que existe foge do clichê
E não há fogo que queime
E não há palavra que destrua
E ainda:
Não há dia que oculte
E suje de branco
O que cresce
No fundo imundo
Do coração
Libertino
Ondinha safada
16 de nov. de 2009A onda no mar
Bate na areia e morre
A onda do mar é a onda
A onda é a onda no mar
Na areia a onda morre
A onda morre na areia
E na areia morre a onda
Morre a onda do mar na areia
Poeminho do amor
Não vivo sem você
Sem você não tem porque
É dormir sem jantar
É tesão sem querer
É exu sem erê
Terezinha
9 de nov. de 2009Sobre a mesa de Tereza
Três pratos porcelanados
Incrivelmente bem lavados
Um redondo
Um quebrado
Um quadrado
E Tereza onde está?
Sentada a morrer no sofá
Profetizando sua imagem
De mulher da antiguidade
Que perveção ela teria?
Gosto de me pertguntar...
Abusava dos doentes,
Antes de mensurar,
A pressão arterial?
A pressão arterial?
Ah! Essa rima ilegal!
Tereza-sofá
Tereza-arterial
Tereza-sexo anal
Dentes
E tocam eternos
Os tambores da espera
É a era, a nova era
Que se aproxima calada
E a sombra congela
E a chuva pára
As pessoas se olham
- O fim?
Não há mais dor
O sofrimento indolor?
Gritem! Gritem!
Gritem de felicidade!
E inicia a maratona
Do desespero acuado
E as pernas são criadas
Sucumbe o mundo à forca
E terereu
8 de nov. de 2009
Somente quem trabalha merece comer
O trabalho para o homem a vida oferece
Honrar o trabalho, ter dignidade
Na Bahia ninguém é digno
Ainda assim lá
Em outubro, mi hermana
Encontrarás
Toda sua triste família suburbana
Sentado na beira-mar
Perto da Axé-Moi
E terereu
Seu pai imbecil trabalhador
Ganha o dinheiro com arder
Do toba na cadeira pra viajar
E torrar, esmigalhar e terereu
Na Bahia seu dinheiro honesto
Cielo azulo ticos mios
Va fan culo, ticos mios
E terereu
O trabalho para o homem a vida oferece
Honrar o trabalho, ter dignidade
Na Bahia ninguém é digno
Ainda assim lá
Em outubro, mi hermana
Encontrarás
Toda sua triste família suburbana
Sentado na beira-mar
Perto da Axé-Moi
E terereu
Seu pai imbecil trabalhador
Ganha o dinheiro com arder
Do toba na cadeira pra viajar
E torrar, esmigalhar e terereu
Na Bahia seu dinheiro honesto
Cielo azulo ticos mios
Va fan culo, ticos mios
E terereu
Orkutismo I
Qualé a diferença meu povo?
Do orkut velho pro orkut novo?
Eu poderia responder...
É quê...
É quê...
O orkut velho "paroud" crescer
"Estagnow"
E você
É!
Você!
Tá quase dando o butão
Pra poder ter
A rodela nova do orkut
No perfil
E perceber
Que continuará a manter
Os mesmos amigos velhos
Ignorantes e burricinha
De sempre
Do orkut velho pro orkut novo?
Eu poderia responder...
É quê...
É quê...
O orkut velho "paroud" crescer
"Estagnow"
E você
É!
Você!
Tá quase dando o butão
Pra poder ter
A rodela nova do orkut
No perfil
E perceber
Que continuará a manter
Os mesmos amigos velhos
Ignorantes e burricinha
De sempre
Noturno II
5 de nov. de 2009
Entre a foto imaginada
No sertão cor de sol quente
Sobe na cama o besouro
Primo-irmão da serpente
Incendeia o pensamento
Com seu cheiro de vingança
Vem devolver a matança
Que eu fiz na sua família
Nos maus tempos de criança
No sertão cor de sol quente
Sobe na cama o besouro
Primo-irmão da serpente
Incendeia o pensamento
Com seu cheiro de vingança
Vem devolver a matança
Que eu fiz na sua família
Nos maus tempos de criança
Poeminha aleatório 41
Ando cansado
Dessa vida de gota
Eu quero enxurrada,
Desgraça muita,
Cansei de desgraça pouca
Dessa vida de gota
Eu quero enxurrada,
Desgraça muita,
Cansei de desgraça pouca
Poeminha 14
Qualquer dito
Mente a verdade
Rente ao que se sente
Sente esse cheiro,
De vida derretendo?
Mente a verdade
Rente ao que se sente
Sente esse cheiro,
De vida derretendo?
Return
Se eu digo e você não diz
O que eu quero que você fale
Muda todo o meu sentimento
E eu volto pro não
Velando seus beijos escuros
Eu sei,
Eu tentei por pouco tempo
E voltei a ser negro
Por mais que você diga
Eu não posso parar
Eu estou de volta
Ao negro amor
Aos dias de dor
E não acaba aí
Eu sou feliz assim
E gosto de ser assim
E as rodas arranhando o asfalto
E eu penso: "Tanto tempo"
Eu voltei!
E olho o vidro embaçado
Pelo quarto fechado de suor
E penso: "Estou de volta ao negro"
O que eu quero que você fale
Muda todo o meu sentimento
E eu volto pro não
Velando seus beijos escuros
Eu sei,
Eu tentei por pouco tempo
E voltei a ser negro
Por mais que você diga
Eu não posso parar
Eu estou de volta
Ao negro amor
Aos dias de dor
E não acaba aí
Eu sou feliz assim
E gosto de ser assim
E as rodas arranhando o asfalto
E eu penso: "Tanto tempo"
Eu voltei!
E olho o vidro embaçado
Pelo quarto fechado de suor
E penso: "Estou de volta ao negro"
Rima nobre II
Ela - a cor anuncia
Flutuando
E o riso descontrolado
Avisando:
"Ela chegou!"
É o que se sabe...
De não vê-la
Só resta
A saudade.
Flutuando
E o riso descontrolado
Avisando:
"Ela chegou!"
É o que se sabe...
De não vê-la
Só resta
A saudade.
Rima nobre
Tudo bem?
O que é
Que tem?
Meu bem?
Hein?
Não finja...
Você é ninja!
Eu sei...
Provei!
E não
Enjoei
Ei!
Olha lá
Deve ser
Agente vindo
E indo...
De mãos dadas...
Atadas!
Suadas,
De beijar
E ser feliz
O que sobra
Disso
É o que
Ninguém
Diz
O que é
Que tem?
Meu bem?
Hein?
Não finja...
Você é ninja!
Eu sei...
Provei!
E não
Enjoei
Ei!
Olha lá
Deve ser
Agente vindo
E indo...
De mãos dadas...
Atadas!
Suadas,
De beijar
E ser feliz
O que sobra
Disso
É o que
Ninguém
Diz
Noturno I
4 de nov. de 2009
De quem será
A mão
Esquerda
Que empurra
O berço
Na escuridão?
Não deixo
Aberta
A porta
Fecho
A janela
Bem!
E durmo
Quietinha
Não acordo
Ninguém...
A mão
Esquerda
Que empurra
O berço
Na escuridão?
Não deixo
Aberta
A porta
Fecho
A janela
Bem!
E durmo
Quietinha
Não acordo
Ninguém...
Poeminha 18 (anos)
O sorvete
Doce pela boca
Tem gosto
De barulho
De carroça
Mas é azul
Pra vista
Que gosta
Ice blue!
Desce gelado
Na goela
E sai
No roxo
Do cu
Doce pela boca
Tem gosto
De barulho
De carroça
Mas é azul
Pra vista
Que gosta
Ice blue!
Desce gelado
Na goela
E sai
No roxo
Do cu
Parquinho
Quadrado de crianças
Brincando de peteca
A nuvem se anuncia, carregada
Ouve-se o borbulhar
Da escovinha da empregada
O dia se umedece
E a chuva acelera e desce
Cai-caindo num toró
Desabando o céu todinho
Sem dó
Brincando de peteca
A nuvem se anuncia, carregada
Ouve-se o borbulhar
Da escovinha da empregada
O dia se umedece
E a chuva acelera e desce
Cai-caindo num toró
Desabando o céu todinho
Sem dó
Da dor que a escrita dá
Na fase do não escrevo
A mão torna-se pesada
O estilo perde o fio
E a folha, a meada
O que antes era leve
Engrossa-se e desafina
E o poema que era fácil
Sublima.
O que antes era claro, turva
O que fora clarão, anuvia
E outra vez pousa a mão sobre a mesa
A falta de formas
Torna-se então
Leveza.
Com Thatyellen*
A mão torna-se pesada
O estilo perde o fio
E a folha, a meada
O que antes era leve
Engrossa-se e desafina
E o poema que era fácil
Sublima.
O que antes era claro, turva
O que fora clarão, anuvia
E outra vez pousa a mão sobre a mesa
A falta de formas
Torna-se então
Leveza.
Com Thatyellen*
Passado
Tudo, tudo passa:
A noite desesperada
A morte da filha amada
A casa incendiada,
Pela burrice da empregada
O dia da ira mortal
A multa por ultrapassar
O sinal daquele corte
A falta noturna de amor
O dissabor do beijo
Dado sem desejo
A noite desesperada
A morte da filha amada
A casa incendiada,
Pela burrice da empregada
O dia da ira mortal
A multa por ultrapassar
O sinal daquele corte
A falta noturna de amor
O dissabor do beijo
Dado sem desejo
Poema 71
Se na manhã o não se levanta
E corre o derredor da avenida
E o sol de luz se anuncia
E dói a vista desacostumada
Tapa-se o olho com a mão
Entre a avenida e a calçada
Passa correndo o caminhão
E interrompe a caminhada
E corre o derredor da avenida
E o sol de luz se anuncia
E dói a vista desacostumada
Tapa-se o olho com a mão
Entre a avenida e a calçada
Passa correndo o caminhão
E interrompe a caminhada
Poeminha 23,5
3 de nov. de 2009
Só seguir...
E não há futuro
Que seja só neve caindo
E carros passando
E não há futuro
Que seja só neve caindo
E carros passando
Azul Sério
Não existe outra palavra
Pra se sentir tão feliz
Às vezes é assim:
Sem medida!
Você é sem medida
Pelos dedos se vão
O azul da sua boca
Escorrendo...
Se você erra meu nome
Eu fico sorrindo
Sorrisos para tudo
São minha cura particular
E seus olhos são azuis
E meus dedos percorrem
Sua boca molhada
É só olhar o mundo
E ver que ele muda
E se aprofunda em ser
O que o livro diz
Eu seguro seus dedos
E você morde a boca
Seu jeans é azul
Como são os seus olhos
Pra se sentir tão feliz
Às vezes é assim:
Sem medida!
Você é sem medida
Pelos dedos se vão
O azul da sua boca
Escorrendo...
Se você erra meu nome
Eu fico sorrindo
Sorrisos para tudo
São minha cura particular
E seus olhos são azuis
E meus dedos percorrem
Sua boca molhada
É só olhar o mundo
E ver que ele muda
E se aprofunda em ser
O que o livro diz
Eu seguro seus dedos
E você morde a boca
Seu jeans é azul
Como são os seus olhos
Graça
Há alguns
Raros anos
Vividos sem
Temer a graça
Vivo de
Liberdade tardia
Caída em
Eterna desgraça
Há alguns dias
Pergunto:
Terei meu próprio lugar?
Há quem me ajude na fraqueza?
Só a melodia repetida
Auxilia minha vida
E finda
O propósito de ser
Raros anos
Vividos sem
Temer a graça
Vivo de
Liberdade tardia
Caída em
Eterna desgraça
Há alguns dias
Pergunto:
Terei meu próprio lugar?
Há quem me ajude na fraqueza?
Só a melodia repetida
Auxilia minha vida
E finda
O propósito de ser
03/11/09
2 de nov. de 2009
Tem cabeças que funcionam
Movidas à grande esforço
Tem palavras que se entregam
Com dureza e desgosto
Tem aqueles que se negam
É pra causar dor, por gosto...
E tem ela, a ressalva,
O encontro
A sutileza e o grito
O suspiro e o tiro
É o disparo
E o alvo
É na noite
A luminescência
E em si
Essência
Movidas à grande esforço
Tem palavras que se entregam
Com dureza e desgosto
Tem aqueles que se negam
É pra causar dor, por gosto...
E tem ela, a ressalva,
O encontro
A sutileza e o grito
O suspiro e o tiro
É o disparo
E o alvo
É na noite
A luminescência
E em si
Essência
Tragédia
Os sons são escuros
Como os beijos não roubados
Os dias são claros
E tristes como antigamente
E o sol escancarado, sorri
Para todo ser vivo
Ela foge, destemida
Pela calçada de pedras
E tropeça desastrada
Embaraça-se nas pernas
E cai para as rosas
Vermelhas de vida
Como os beijos não roubados
Os dias são claros
E tristes como antigamente
E o sol escancarado, sorri
Para todo ser vivo
Ela foge, destemida
Pela calçada de pedras
E tropeça desastrada
Embaraça-se nas pernas
E cai para as rosas
Vermelhas de vida
Azul Clarinho e Lilás
É passarinho
Dançando
Tontinho
No fio
É uma flauta
Na boca
Vermelha
Da moça
É uma gota
De fruta
Doce
Que pinga
É dor calada
Resumo
Ressalva
Bater de vento
No rosto:
Que frio!
É o pedaço
Do canto
E tem
Mais recheio
Que o meio
Dançando
Tontinho
No fio
É uma flauta
Na boca
Vermelha
Da moça
É uma gota
De fruta
Doce
Que pinga
É dor calada
Resumo
Ressalva
Bater de vento
No rosto:
Que frio!
É o pedaço
Do canto
E tem
Mais recheio
Que o meio
Sapatos brancos
Cambaleia o sino
Tonto de tanto tocar
E anuncia na rua
A grande procissão
Ele caminha à frente
Que nariz! Que juventude!
O seu queixo é quadrado
Ele carrega no peito
A arma e o segredo da vida
E sapateia derrepente
E sorri derrepente
E dança, e dança...
Olha para a moça
E curva-se
Estende a mão
E casam-se
E cambaleia o sino
Ávido por mais negócios
Tonto de tanto tocar
E anuncia na rua
A grande procissão
Ele caminha à frente
Que nariz! Que juventude!
O seu queixo é quadrado
Ele carrega no peito
A arma e o segredo da vida
E sapateia derrepente
E sorri derrepente
E dança, e dança...
Olha para a moça
E curva-se
Estende a mão
E casam-se
E cambaleia o sino
Ávido por mais negócios
Açucarada
E flutua
Entre os dedos
Das formigas
É uma gota,
Um suspiro
Aperta.
E solta...
Caminha escondida
No cantinho
Da parede
Na pontinha
Dos pés
Entre os dedos
Das formigas
É uma gota,
Um suspiro
Aperta.
E solta...
Caminha escondida
No cantinho
Da parede
Na pontinha
Dos pés
Poeminha para lápide de deusinia
1 de nov. de 2009
Um dia
Um belo Dia
No meio
Da mata verde
A deusinha
Desapareceu
Sumiu,
Assim de repente
E no mato
Se perdeu
Chovia o céu
Nesse dia
O tal do fim
Da deusinha
Que tadinha
Molhadinha
E sozinha...
A braquiária engoliu!
Os bombeiros
Procuraram
Os moradores
Procuraram
Os familiares
Espalharam
Cartazes
Pelo mato
Um pardal
Faminto
Procurava
O que comer
E avistou
A deusinha
Encolhida
Coitadinha
Papou deusinha
Todinha
E só sobrou
A pontinha
Da calcinha
Pra contar
A historinha
Um belo Dia
No meio
Da mata verde
A deusinha
Desapareceu
Sumiu,
Assim de repente
E no mato
Se perdeu
Chovia o céu
Nesse dia
O tal do fim
Da deusinha
Que tadinha
Molhadinha
E sozinha...
A braquiária engoliu!
Os bombeiros
Procuraram
Os moradores
Procuraram
Os familiares
Espalharam
Cartazes
Pelo mato
Um pardal
Faminto
Procurava
O que comer
E avistou
A deusinha
Encolhida
Coitadinha
Papou deusinha
Todinha
E só sobrou
A pontinha
Da calcinha
Pra contar
A historinha
PUFF!
A mesma luta
E eu apanho
Apanho sempre
Se no engano
Do banho
De palavras
Só as larvas
Me importam
Sou torto
E feio
Não ligo
Releio
O livro
Da estante
E num claro
Instante
Eu vejo
Que o mundo
Inteiro
Espera
A palavra
Que existe
E flutua
Calmamente
Ou feito
Um furacão
E eis que
No lampejo
De pura
E límpida
E nua
Ação
Alguém
Percebe
E pega
Estouro!
Um poema
E eu apanho
Apanho sempre
Se no engano
Do banho
De palavras
Só as larvas
Me importam
Sou torto
E feio
Não ligo
Releio
O livro
Da estante
E num claro
Instante
Eu vejo
Que o mundo
Inteiro
Espera
A palavra
Que existe
E flutua
Calmamente
Ou feito
Um furacão
E eis que
No lampejo
De pura
E límpida
E nua
Ação
Alguém
Percebe
E pega
Estouro!
Um poema
Blue song
Entenda-me agora
Ás vezes eu sou
Rude
E você se afasta
De mim
Mais o som
Continua bom
Por favor,
Só acompanhe
Uma vez
Aquela vez
Eu fui rude
Mas o som
Ainda flui
Por favor,
Só acompanhe
Mesmo que você escute
Alguém gritando
Ao fundo
Palavras em azul
Uma coisa, amor:
Foi uma vez
Aquela vez
Acabou!
As notas ainda
São as mesmas
E o som,
Ah! O som...
Ás vezes eu sou
Rude
E você se afasta
De mim
Mais o som
Continua bom
Por favor,
Só acompanhe
Uma vez
Aquela vez
Eu fui rude
Mas o som
Ainda flui
Por favor,
Só acompanhe
Mesmo que você escute
Alguém gritando
Ao fundo
Palavras em azul
Uma coisa, amor:
Foi uma vez
Aquela vez
Acabou!
As notas ainda
São as mesmas
E o som,
Ah! O som...
60
Uma valsa de minuto
Um pulinho só
Ou dois
Pode ser grave
E alegre
E passar...
Há de ser rápida
A letra
Para acompanhar
Há de chegar
O fim
Para concordar
Um pulinho só
Ou dois
Pode ser grave
E alegre
E passar...
Há de ser rápida
A letra
Para acompanhar
Há de chegar
O fim
Para concordar
Poeminha 31
31 de out. de 2009
Esgueirava-se nua pela sala
À sombra do armário estava
A face cravejada de marcas
O frio deixava-se ficar
A chuva caia dolorosa
Alguém assoviou na rua
E fez-se a cena da morte
A garota agora visível
Não tinha 12 anos feitos
E falou, falou como padre
Como padre há muito morto
Falou em língua perdida
E secamente virou-se, nua
Sumiu no escuro da casa
Engolida pelo escuro da casa
À sombra do armário estava
A face cravejada de marcas
O frio deixava-se ficar
A chuva caia dolorosa
Alguém assoviou na rua
E fez-se a cena da morte
A garota agora visível
Não tinha 12 anos feitos
E falou, falou como padre
Como padre há muito morto
Falou em língua perdida
E secamente virou-se, nua
Sumiu no escuro da casa
Engolida pelo escuro da casa
Carne amarga
Arranha a alma
E vamos seguindo
Mesmo sem andar
A gente acaba indo
Vamos, meu doce
Mude o seu sorriso
E veja à frente
O caminhar vencedor
Se você não sente
Que pena
Tudo entre nós se apagou
E vamos seguindo
Mesmo sem andar
A gente acaba indo
Vamos, meu doce
Mude o seu sorriso
E veja à frente
O caminhar vencedor
Se você não sente
Que pena
Tudo entre nós se apagou
...
Para poder sem sim
Para poder tem sim
Para poder ter sim
Para poder ser sim
Para poder ler sim
Para poder ver sim
Para poder vem sim
Para poder nem sim
Para poder bem sim
Para poder tem sim
Para poder ter sim
Para poder ser sim
Para poder ler sim
Para poder ver sim
Para poder vem sim
Para poder nem sim
Para poder bem sim
Bom dia, Tia
30 de out. de 2009
O tempo fazia
A sala vazia
A casa zunia
A mãe fervia
O café
À velha mania
No sofá jazia
Seu Zé
O sono trazia
E o Zé dormia
Até
Cansada grunhia
De lavar na pia
Maria
E dava azia
Se da porta surgia:
"- Bom dia, Tia"
A sala vazia
A casa zunia
A mãe fervia
O café
À velha mania
No sofá jazia
Seu Zé
O sono trazia
E o Zé dormia
Até
Cansada grunhia
De lavar na pia
Maria
E dava azia
Se da porta surgia:
"- Bom dia, Tia"
Poeminha 43 do segredo
29 de out. de 2009
Poeminha dedicado
A vidinha calada
Que se esconde,
Se embriaga de si mesma
E se apóia tristinha
Na mesa do quarto
E vai-se indo, tadinha
Tão, tão, tão besta
A vidinha calada
Que se esconde,
Se embriaga de si mesma
E se apóia tristinha
Na mesa do quarto
E vai-se indo, tadinha
Tão, tão, tão besta
Poeminha 21 aleatório
Chove as gotinhas no cimento
A água se faz e forma a poça
Chuva só é bom se tem galocha
Que não deixa molhar o pezinho
A cidade leve nua turva a rua
Se o óleo negro escapa do motor
Na água o sol bate e multicor!
Arcos-celestes tingem a calçada
Chove animação na festa aberta
Molha a teta dela e a sua testa
E vão-se os carrinhos de algodão
Descansar nas varandas cobertas
Quem leva a vida livre do telhado
Sai à procura de teto e de afeto
A chuva no início afeta o vício
E dói a dor latente do reumatismo
E não se ouve mais as criancinhas
Os cachorros dormem encolhidos
Os ladrões respeitam o muco do muro
Fecham-se as janelas da “sala de tv”
Ninguém recebe visita em dia de chuva
A água se faz e forma a poça
Chuva só é bom se tem galocha
Que não deixa molhar o pezinho
A cidade leve nua turva a rua
Se o óleo negro escapa do motor
Na água o sol bate e multicor!
Arcos-celestes tingem a calçada
Chove animação na festa aberta
Molha a teta dela e a sua testa
E vão-se os carrinhos de algodão
Descansar nas varandas cobertas
Quem leva a vida livre do telhado
Sai à procura de teto e de afeto
A chuva no início afeta o vício
E dói a dor latente do reumatismo
E não se ouve mais as criancinhas
Os cachorros dormem encolhidos
Os ladrões respeitam o muco do muro
Fecham-se as janelas da “sala de tv”
Ninguém recebe visita em dia de chuva
Fim
28 de out. de 2009
Amanhã as coisas não
Serão mais como são
E quem teve a mão
Suja de sangue em vão
Levará à face e então
Tornará a ver do chão
Surgir a mortal ilusão
E do homem o cão
Surgirá
Serão mais como são
E quem teve a mão
Suja de sangue em vão
Levará à face e então
Tornará a ver do chão
Surgir a mortal ilusão
E do homem o cão
Surgirá
Batalha
Corre o veterano de guerra
A criança colhe pão nas ruas
A feiticeira venda o rapaz virgem
A senhora de idade falece na cama
E a vitória se anuncia no espaço
Os corpos já se uniram à terra
E o Verme é o fim do ciclo
O Verme agradece a dádiva
A criança colhe pão nas ruas
A feiticeira venda o rapaz virgem
A senhora de idade falece na cama
E a vitória se anuncia no espaço
Os corpos já se uniram à terra
E o Verme é o fim do ciclo
O Verme agradece a dádiva
Poeminho 52 para Joanna
Essa coisa vicia
Mais que cocaína
E a piada da paralisia
Vicia do jeito mais nefasto
Daquele que não tem como fugir
Se entro em um vejo todos
Que o babaca resolveu seguir
Com o meu mesmo não me importo
Mas vício mesmo é isso aí
Não ligar pra gente e seguir
De buraco em buraco
Absorvendo tudo o que há
E depois de alguns anos
Se tudo correr bem
Cancelo a internet
E vou me reabilitar
Mais que cocaína
E a piada da paralisia
Vicia do jeito mais nefasto
Daquele que não tem como fugir
Se entro em um vejo todos
Que o babaca resolveu seguir
Com o meu mesmo não me importo
Mas vício mesmo é isso aí
Não ligar pra gente e seguir
De buraco em buraco
Absorvendo tudo o que há
E depois de alguns anos
Se tudo correr bem
Cancelo a internet
E vou me reabilitar
Poeminho 47
Ainda resta
Da vida uma réstia
Mofada no canto
Ainda escorre
Da parede o óleo
Que você pintou
Ainda existe
De você o pedaço
Que minha boca guardou
Foram-se os dias
Que guardávamos tudo
Lembrávamos de tudo
Vivíamos o mundo
E o tempo...
Ah! O tempo!
Devolva-me
Tudo que de mim
Roubou
Da vida uma réstia
Mofada no canto
Ainda escorre
Da parede o óleo
Que você pintou
Ainda existe
De você o pedaço
Que minha boca guardou
Foram-se os dias
Que guardávamos tudo
Lembrávamos de tudo
Vivíamos o mundo
E o tempo...
Ah! O tempo!
Devolva-me
Tudo que de mim
Roubou
Escuta!
26 de out. de 2009
Que barulho faz
Uma gota que não toca o chão?
Que barulho faz
O movimentar dos lábios no escuro?
Que barulho faz
O fingir que o mundo não é absurdo?
Que barulho faz
Seu sorriso besta de domingo?
Que barulho faz
O acordar no sereno da calçada?
Que barulho faz
Sua testa molhada de suor?
Faz barulho o silêncio?
Se é silêncio por não ser ouvido?
É silêncio o silêncio dos surdos?
Se não ouvem a palavra no muro?
Escuta!
Cala-te no negro escuro,
E ouça,
Esse silêncio ensurdecedor!
Uma gota que não toca o chão?
Que barulho faz
O movimentar dos lábios no escuro?
Que barulho faz
O fingir que o mundo não é absurdo?
Que barulho faz
Seu sorriso besta de domingo?
Que barulho faz
O acordar no sereno da calçada?
Que barulho faz
Sua testa molhada de suor?
Faz barulho o silêncio?
Se é silêncio por não ser ouvido?
É silêncio o silêncio dos surdos?
Se não ouvem a palavra no muro?
Escuta!
Cala-te no negro escuro,
E ouça,
Esse silêncio ensurdecedor!
Do alto
25 de out. de 2009
Parado eu vejo o oceano
Daqui de cima tão humano
Com seus barcos frios
Flutuando atrás do muro
Somente os barcos flutuando
Pendendo na eternidade
Bem perto, bem longe
E um minuto sem controle
Só destroços e corpos
E alguém procura o filho
"- Olha! Não tem ninguém vivo!"
O muro despedaçou-se...
O que você vê no horizonte?
As cores se distorcendo?
Olha direito, sobre o muro
O muro está na sua frente
Na sua mente
Não adianta tentar...
Abra seus ouvidos
Ouça-os gritando
Bem perto, bem longe
Daqui de cima tão humano
Com seus barcos frios
Flutuando atrás do muro
Somente os barcos flutuando
Pendendo na eternidade
Bem perto, bem longe
E um minuto sem controle
Só destroços e corpos
E alguém procura o filho
"- Olha! Não tem ninguém vivo!"
O muro despedaçou-se...
O que você vê no horizonte?
As cores se distorcendo?
Olha direito, sobre o muro
O muro está na sua frente
Na sua mente
Não adianta tentar...
Abra seus ouvidos
Ouça-os gritando
Bem perto, bem longe
Dois lados
Comigo é meu umbigo
Contigo um bom partido
Com ela uma cancela
Com ele o barco afunda
E cai a casa
E fica o sapato
A cada suspiro mais gasto
Um pedaço
De algo que se coma
E se queira
Um que flutue
Entre algum lugar ermo
E o limite
Inalcançável
Do meio termo
Contigo um bom partido
Com ela uma cancela
Com ele o barco afunda
E cai a casa
E fica o sapato
A cada suspiro mais gasto
Um pedaço
De algo que se coma
E se queira
Um que flutue
Entre algum lugar ermo
E o limite
Inalcançável
Do meio termo
Terno, tiro e caviar
23 de out. de 2009
Da morte para capa
Por arma de porcelana e prata
Levemente manuseada
Por madame, cigarro e dedos
Vestido vermelho, salto
Cigarros negros, finos
Piteira trinta centímetros
Deu-me três cliques fatais
No peito, no peito, no peito
Reflexos manuais perfeitos
E orgasmos por trabalho bem feito
Que eu vestia humildemente: terno
Próximo à lady parecia hippie
Levantou seu vestido chique
Deixando à mostra o sapato
Personalizado Manolo Blahnik
E seguiu-estralou pela calçada
Com tapete preto, forrada
Para a dama flutuar efusiva
Entrou na limusine madrepérola
Em movimento, com o champanha aberto
Lá dentro esperava o motorista
Francês, poliglota e dislexo
Nascido em terroir
E eu lá fiquei no cair-carão
Esperando o flash disparar
A foto batida antes da polícia
Chegar e o morto imortalizar
Por arma de porcelana e prata
Levemente manuseada
Por madame, cigarro e dedos
Vestido vermelho, salto
Cigarros negros, finos
Piteira trinta centímetros
Deu-me três cliques fatais
No peito, no peito, no peito
Reflexos manuais perfeitos
E orgasmos por trabalho bem feito
Que eu vestia humildemente: terno
Próximo à lady parecia hippie
Levantou seu vestido chique
Deixando à mostra o sapato
Personalizado Manolo Blahnik
E seguiu-estralou pela calçada
Com tapete preto, forrada
Para a dama flutuar efusiva
Entrou na limusine madrepérola
Em movimento, com o champanha aberto
Lá dentro esperava o motorista
Francês, poliglota e dislexo
Nascido em terroir
E eu lá fiquei no cair-carão
Esperando o flash disparar
A foto batida antes da polícia
Chegar e o morto imortalizar
Horta Mágica
21 de out. de 2009
Enterrado na horta
Está o corpo do morto
Há pouco conferi
Se brotou algum broto
Desgosto ou erva daninha
Ou qualquer tipo qualquer
De plantinha
Nada nasceu no lugar
Creio na superstição
De que nada nasce
Quando é pedra o coração
Resta esperar calado
O corpo morto se desintegrar
Ficar somente o espirro
E quando o "homem bom" passar
Vou oferecer um ramo
De qualquer planta qualquer
Só pra me deleitar
Que a terra pisada
É o eterno lar
De uma alma penada
Está o corpo do morto
Há pouco conferi
Se brotou algum broto
Desgosto ou erva daninha
Ou qualquer tipo qualquer
De plantinha
Nada nasceu no lugar
Creio na superstição
De que nada nasce
Quando é pedra o coração
Resta esperar calado
O corpo morto se desintegrar
Ficar somente o espirro
E quando o "homem bom" passar
Vou oferecer um ramo
De qualquer planta qualquer
Só pra me deleitar
Que a terra pisada
É o eterno lar
De uma alma penada
Falar dos laços imaginários
Que rodeiam os amores
Os afetos, os afagos
E seus doces dissabores
Adiantar a palavra vazia
Que terminará com as mãos
Não mais unidas à anéis
Boca, rim ou coração
Sangrar até o momento
Que se esvairá
O sangue que se pode perder
Sem a morte reclamar
Esperar eternamente
O dia em que voltará
A arder em sentimentos
A revolta borbulhante
Que o amor novamente
Trará
Que rodeiam os amores
Os afetos, os afagos
E seus doces dissabores
Adiantar a palavra vazia
Que terminará com as mãos
Não mais unidas à anéis
Boca, rim ou coração
Sangrar até o momento
Que se esvairá
O sangue que se pode perder
Sem a morte reclamar
Esperar eternamente
O dia em que voltará
A arder em sentimentos
A revolta borbulhante
Que o amor novamente
Trará
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